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Um amor impossível

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09.03.2026

Vocês já perceberam como no mundo contemporâneo, direcionado pela lógica do consumo, inclusive afetivo, o desejo foi transformado em urgência? A ideia é que, se eu sinto algo, devo imediatamente reagir e qualquer limite imposto, seja pela vida, seja pela sociedade, é percebido como algo inaceitável. Vivemos na cultura da satisfação imediata, que nos ensina que conter ou renunciar a algo que se deseja é um desperdício.

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 Somos todos convidados à satisfação plena daquilo que queremos, ainda que, para isso, algumas pessoas sejam machucadas no caminho. Uma história que ouvi outro dia parece ir na contramão desse cenário, pois me mostrou que o sofrimento não é decorrente da não satisfação do desejo, mas da recusa em aceitar os limites para atingi-lo.

Uma conhecida me chamou para um café e me contou que, não sabe se por descuido ou vontade própria, acabou se apaixonando por uma pessoa bem mais jovem que ela, e que havia notado certa correspondência. Apesar do brilho nos olhos dela, que, diga-se de passagem, não via há muito tempo, ela me relatou........

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