O mundo não era melhor em 2016
Desde o começo do ano, uma nova thread tomou conta das redes sociais. Seus adeptos dizem que “2026 é o novo 2016”. Pessoas comuns e celebridades passaram a usar filtros nostálgicos e postar fotos de 2016, dando a entender que há 10 anos o mundo era muito melhor do que é hoje. O movimento surgiu como uma tendência estética, mas nada impede que façamos uma análise um pouco mais filosófica daquilo que pode ser apenas um sintoma de um tempo de profundas incertezas.
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Se olharmos de perto, esse fenômeno nos remete a algo que o filósofo coreano-alemão Byung-Chull Han diagnosticou há algum tempo. Segundo ele, vivemos em uma sociedade que parece ter perdido a capacidade de habitar no tempo. Há um esvaziamento e uma aceleração da experiência humana de tal modo, que nos sentimos exaustos e sobrecarregados de estímulos, incapazes de viver o presente com profundidade.
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