Há relações que acabam, mas continuam
Há uma crença bastante comum de que, uma vez finalizada uma relação, retiramos o outro de nossas vidas para, enfim, seguirmos adiante. Mas vocês já perceberam situações nas quais as pessoas terminam uma relação, seja ela qual for, mas, ainda assim, permitem que aquele que foi excluído da convivência continue habitando suas vidas?
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Nesses casos, de fato, o outro não pertence mais às nossas vidas concretas, mas segue mais presente do que nunca. O amor acabou, mas em seu lugar veio o ódio, que é responsável por um movimento no qual o outro é narrado e reencenado, o que mantém sua presença, ainda que apenas no plano verbal.
Envelhecer com autenticidade
Negar a morte é negar o envelhecimento
A ideia corrente é a de que o ódio afasta a pessoa de nossas vidas, mas é exatamente o oposto, pois quando eu odeio sigo dando atenção àquele que se foi. O ódio toma nossa energia e, em alguns casos, nos impede de verdadeiramente seguir adiante. Isso porque há um investimento emocional contínuo para a manutenção da........
