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Das peladas de rua. Ainda há tempo. Uma solução

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21.07.2026

A gente levantava cedo. Por volta de 8h. Era tomar banho, pra ficar bem acordado, tomar café e descer para o pátio. Era como chamávamos a garagem do prédio, que era grande, para 24 carros. A bola era minha, portanto, meu lugar na pelada estava garantido.

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Eu era sempre o primeiro a chegar no pátio. Começava a chutar a bola na parede. Logo começaram a aparecer os amigos. Eles escutavam o barulho da bola na parede e acordavam. Viam que era hora de descer. Tinha gente que descia com a calça do pijama e apenas calçava o tênis.

Mas não era só gente do prédio. Tinha os outros moradores da rua. E também o pessoal do Pau Comeu. Marcão – hoje ele tem 70 anos e ainda joga na várzea –, Bagunça, Guta, Totoso.

De vez em quando, aparecia um tal de “Batata”, que era veloz. Se punha a bola na frente, era difícil pegar. Ele não era da favela. Era primo de um pessoal da rua, do Cadinho. E com eles vinha Quinzinho, Adair. Vinha também o Jorginho “Mal-Acabado”.

Ainda na rua, o Júnior Furletti, filho do Carmine, vice-presidente do Cruzeiro, que era vizinho. Também “Popola”, “Pelau”, Serginho, Zé........

© Estado de Minas