Pix parcelado: vilão disfarçado ou aliado do consumidor no aperto?
Por Isabel Gonçalves
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Essa história é real e aconteceu comigo há um tempo atrás. Furei a orelha para colocar piercings e tinha promoção de 3 por R$100. Fui passar o cartão de crédito feliz e a vendedora me avisou que a promoção só se aplicava se fosse no dinheiro ou no pix. Eu até tinha R$100 na conta, mas não podia gastar. Foi quando meu banco me mostrou a opção do “Pix Parcelado”, e parecia a solução perfeita, a vendedora recebe na hora, mas eu consigo parcelar e pagar depois.
Parecia simples, rápido e sem dor, pelo menos para o bolso. Só depois, ao olhar com mais calma o extrato, veio o alerta de que aquele Pix não era só um meio de pagamento, era uma operação de crédito, com juros embutidos bem salgados e parcelas que iam disputar espaço com outras despesas do mês. E aí eu tive uma dúvida que é comum na vida financeira dos brasileiros: o Pix parcelado é um aliado em momentos pontuais ou um vilão silencioso que pode comprometer o orçamento sem a gente perceber?
Apesar do nome, o Pix parcelado não é uma função oficial do Pix. Ele funciona como um crédito oferecido por bancos e fintechs, usando o Pix só como meio de pagamento. Na prática, o banco paga o valor total ao lojista na hora, via Pix comum, e o consumidor fica com a dívida para pagar em parcelas, com juros. Para quem vende, não muda nada, para quem compra, é como fazer um empréstimo rápido direto no app.
Cada instituição define suas próprias regras: juros, número de parcelas e valores variam bastante. E é aí que entram as polêmicas. Por não ser regulado ainda, o Pix........
