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Sobre o que escreverei amanhã?!

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27.01.2026

Pior, o amanhã é hoje. Não sei o que parir até daqui a pouco. Esse é o drama do cronista semanal. Ainda bem que o mundo nos invade com uma avalanche de imagens que não nos deixa sem motivo para escrever. O mundo e sua estranha realidade nos fornecem pauta para o minuto seguinte e memória para não nos deixar esquecer. 

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Um menino de 5 anos foi preso pela Gestapo trampista nos EUA. Crianças são seres terrivelmente perigosos. São repletas de futuro. Podem evoluir e se transformar em secretários de Estado, ressentidos e traumatizados. A idade não importa. O que importa mesmo é a possibilidade desses seres de poucos anos, algum dia, invadirem a casa branca e a pintarem de vermelho.

Não sei como contar para os meus filhos a história do absurdo diante das lentes que captam imagens de gente sendo arrancada de suas casas e levada para não sei onde e depois deportada para lugar nenhum.

A paranoia é uma doença que se alastra com o nazifascismo, disfarçado de minoria reprimida. Nunca foi. Aliás, por isso ainda encontra ressonância em nosso dia a dia parlamentar. Apesar de negarem sua origem, estão lá. Não basta um choque de realidade produzido pela força mágica de Thor para remover a psicose das entranhas do radicalismo e fanatismo teocrático-político que contamina o Planalto Central.

Mas o cronista, esse condenado à cadeira e à página em branco, precisa encontrar sentido onde não há. Precisa tecer narrativa com os fios do caos. O que temos são sombras projetadas em telas, fantasmas digitais que desaparecem com um deslizar de dedo, espectros que habitam o........

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