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Traição e os corpos caídos na sucessão

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25.07.2026

O ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP) se move com impressionante desenvoltura sobre os escombros da política mineira. Na mesma semana em que o senador Cleitinho (Republicanos) vive o luto pela perda de seu irmão Matheus Augusto Azevedo, de 30 anos, Aro obteve do presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, o compromisso de apoio da legenda, na hipótese de Cleitinho não concorrer ao governo de Minas. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, reforça o mesmo posicionamento. “Se Cleitinho não for candidato....”

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Nas urnas, presentes, mas do poder ausentes

Até aqui, Cleitinho está em silêncio. Mas Aro parece saber de algo que o senador ainda não tornou público. Nem Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas, que se desincompatibilizou para um projeto político ao lado de Cleitinho, dá sinais de saber aquilo que Aro, a julgar por suas articulações, demonstra conhecer. Aro se move com a certeza de que Cleitinho não concorrerá, antecipando-se às palavras do maior interessado sobre o seu próprio futuro.

Quando negocia com liberais, Marcelo Aro reitera que “Cleitinho não será candidato”. E garante que terá o apoio dele. Se Cleitinho pedir uma das vagas ao Senado para o seu irmão Gleidson Azevedo na hipotética chapa encabeçada por Aro, ele também teria a vacina: acionaria Marcos Pereira, alertando-o para o “risco” de a chapa proporcional do Republicanos perder a tração de Gleidson. Se Gleidson for lançado ao Senado, o PL de Minas não se coligará ao Republicanos, pois tal candidatura concorreria com Domingos Sávio, cuja eleição é prioritária para a legenda........

© Estado de Minas