Navegar é preciso, pescar é mais ainda
Do ponto de vista estratégico eleitoral, o governador Mateus Simões (PSD) tem lá as suas razões para desejar – e buscar articular – uma concertação que afaste o senador Cleitinho (Republicanos) da sucessão estadual. Há franqueza e realismo no raciocínio de Mateus Simões: Cleitinho “pesca na direita e na esquerda”, tem um eleitorado cativo que não só o traciona para o segundo turno, como também estreita o rio de eleitores para a “pesca” do próprio Mateus.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
À direita, Mateus Simões tem ainda um outro problema: diante da postergação de Cleitinho em formalizar o anúncio de sua pré-candidatura, o PL, que em princípio aguarda o senador para a coligação com o Republicanos que garanta o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas, prepara o seu “Plano B”, com a pré-candidatura do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL). Se não houver acordo entre PL e Republicanos, é Medioli quem vai se apresentar como um dos marcadores do campo bolsonarista. Nessa paisagem com Medioli e Cleitinho à direita, o rio de Mateus se afunila em um afluente.
Cleitinho: 'Fui um idiota', diz senador sobre foto com Virginia Fonseca
Embora Mateus siga tentando a unidade do PL e do Republicanos com a sua própria candidatura, ele sabe que a perspectiva mais palpável do momento, dado o cenário de primeiro turno da disputa presidencial que coloca Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL) em rota de colisão, é que senador não eleja o palanque pessedista para a sua campanha no estado. Por isso, parece estruturado o “Plano A” de Mateus, em que estariam........
