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Alta inteligência potencializa comportamentos obsessivos-compulsivos

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26.03.2026

 Estudo recente liderado pelo neurocientista Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em neurociências e especialista em genômica, trouxe uma descoberta inédita sobre o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) entre adultos superdotados.

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O artigo, publicado no Open Minds International Journal, representa mais uma das numerosas contribuições científicas do doutor Fabiano de Abreu, cuja trajetória inovadora o levou a ser indicado à prestigiada sociedade científica Sigma Xi, composta por mais de 200 laureados com o Prêmio Nobel.

Intitulado “Transtorno obsessivo-compulsivo em adultos superdotados”, o estudo foi realizado em parceria com vários coautores. O diferencial está no aporte do projeto Gifted Debate, núcleo de estudos do Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, que conta com cerca de 500 participantes superdotados em sua base.

Essa amostra, inédita em número e profundidade de perfis, permitiu a observação de padrões psicológicos e neurobiológicos específicos em pessoas com quociente intelectual muito acima da média.

Quando o cérebro não funciona: compreendendo o TOC

Segundo a pesquisa, alto QI não protege o indivíduo de certas vulnerabilidades psíquicas. Ao contrário, parece haver correlação positiva entre superdotação e o desenvolvimento de comportamentos obsessivos-compulsivos.

A análise foi baseada em estudos de caso, entrevistas clínicas e instrumentos validados internacionalmente. A equipe identificou frequência acima da média de sintomas obsessivos-compulsivos, especialmente do tipo “verificador” e “perfeccionista”, em adultos superdotados. Tais comportamentos estariam vinculados ao TOC, potencializados pela alta inteligência, como hiperfoco, necessidade de controle e hiperestímulo cognitivo.

O estudo também incorpora o modelo DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference), desenvolvido pelo doutor Fabiano Rodrigues, que propõe uma amplificação das conexões entre áreas cerebrais como o córtex pré-frontal dorsolateral, o cíngulo anterior e a junção temporoparietal, sendo este último responsável por habilidades de mentalização e teoria da mente.

Em superdotados com TOC, essas áreas apresentam hiperativação, indicando funcionamento cerebral distinto que exige reinterpretação nos diagnósticos tradicionais.

TOC: da organização à obsessão, a linha tênue entre o normal e o patológico

Abreu explica que o estudo é apenas o início de necessária reconfiguração na psicopatologia da alta inteligência.

“Transtornos em superdotados devem ser compreendidos a partir de um modelo que integre neurogenética, neurodesenvolvimento e variáveis sociais. Tratar o QI elevado como fator de proteção psicológica é uma simplificação equivocada que compromete diagnósticos precoces e intervenções adequadas”, afirma o especialista.

A participação do Gifted Debate reforça a solidez do estudo, posicionando o Brasil na vanguarda da neurociência aplicada à superdotação. O estudo do doutor Fabiano de Abreu reafirma o papel deste especialista brasileiro como protagonista da neurociência humanizada, integrativa e inovadora.

Ao evidenciar a complexidade psíquica dos superdotados, propõem-se novos caminhos para a compreensão da mente extraordinária.

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* Isabela Teixeira da Costa/interina

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.


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