Certo ou errado: de quem é a voz que julga suas escolhas?
No dia a dia, seja nas relações familiares, entre amigos ou mesmo no consultório, é comum observar um movimento quase automático após alguém tomar uma atitude ou fazer uma escolha. A pessoa decide, se posiciona e, logo em seguida, busca no olhar do outro uma confirmação. Uma pergunta silenciosa se instala: isso que fiz está certo ou está errado? Essa busca por validação costuma tocar algo mais profundo, ligado à necessidade de pertencimento, segurança e reconhecimento.
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Muitas vezes, o desconforto não nasce da escolha em si, mas da ausência de um aval externo que tranquilize a consciência, como se o critério interno ainda não fosse suficiente. Isso nos convida a uma pergunta essencial: de onde vem a nossa noção de certo e errado? Que referências sustentam esse julgamento que parece tão imediato e, ao mesmo tempo, tão frágil quando não encontra eco no outro?
Desde cedo, aprendemos a nomear comportamentos como bons ou ruins, aceitáveis ou condenáveis.
Esse aprendizado se constrói dentro de uma cultura, sustentado por valores familiares, crenças religiosas, normas sociais e histórias emocionais. Ao longo do nosso desenvolvimento, o senso moral vai se organizando a partir dessas referências, muitas vezes mais ligado à aprovação, à regra e ao medo de errar do que a princípios realmente elaborados.........
