Notícia | A parceria que prometia fazer do Flamengo uma potência global — e acabou com a falência de gigante
O ano é 1999. O Flamengo tinha duas propostas — uma da Hicks & Muse, outra da ISL — para criar uma empresa e modernizar a sua administração. Ambas fariam investimentos altos para os padrões da época, a fim de tornar o clube potência global. Com a construção de um estádio e a contratação de jogadores de ponta.
PUBLICIDADE
O flamenguista que viveu a época sabe no que deu o caso. A torcida sonhou com a chegada de craques como Batistuta e Seedorf e acordou, a princípio, com atletas de menos renome. Títulos não foram conquistados. E a parceria, que deveria durar pelo menos 15 anos, renováveis por mais 15, acabou quando a ISL faliu. Em 2001.
A falência da maior agência de marketing esportivo do mundo, e as consequências para o Flamengo, são o assunto do “Entre as Linhas” desta semana. No quadro, o Estadão se baseia em documentos para contar histórias.
O começo
Publicidade
A base para voltar no tempo está em dois documentos: primeiro, o parecer produzido pela Tendências Consultoria Integrada a pedido do Flamengo para analisar as propostas de Hicks & Muse e ISL; segundo, o relatório da Comissão de Sindicância, no qual toda a parceria com a ISL foi depurada por conselheiros do clube.
A consultoria que avaliou as ofertas, inclusive, tinha grande renome na época. Ela era dirigida por Mailson da Nóbrega, ministro da Fazenda entre 1988 e 1990. O economista assina o documento, inclusive, que você pode baixar ao clicar aqui.
No momento em que as propostas estiveram na mesa do Flamengo, o futebol brasileiro estava prestes a migrar da estrutura associativa para a empresarial.........
