Análise | Após ação de Trump na Venezuela, Exército muda projetos estratégicos e acrescenta defesa antiaérea
O documento saiu do Estado-Maior do Exército (EME) como portaria nº 1.693, assinada pelo gabinete do general Francisco Humberto Montenegro Júnior, chefe do EME. E ocupava duas páginas e meia do Boletim do Exército publicado no último dia 13. Ali estava a primeira grande resposta do Exército Brasileiro à indagação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião com os comandantes militares de 15 de janeiro: os americanos podem fazer a mesma coisa aqui? Lula se referia à ação que aprisionara, no dia 3 de janeiro, o ditador Nicolás Maduro.
Por meio da portaria, o Exército atualiza o programa estratégico Astros, tornando-o programa estratégico Astros-Fogos, com o redimensionamento e a inserção nele das iniciativas para a defesa antiaérea. Durante a ação em Caracas, as forças americanas não perderam uma única aeronave apesar de o exército da Venezuela contar com equipamento russo de defesa antiaérea de média altura.
Lula questionou o comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, sobre esse fato e ouviu como resposta que as razões para que isso tivesse acontecido ainda não estavam claras. O que os militares explicaram é que, se a presença de uma artilharia antiaérea torna incerto o desenlace de uma ação como a feita pelos EUA, a sua ausência, certamente, faria com que o resultado fosse parecido ao obtido pelo governo de Donald Trump na........
