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Opinião | Quando uma frente democrática deixa de fazer sentido

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14.01.2026

Voltou a ganhar força a ideia de que, diante de riscos políticos e geopolíticos elevados, a esquerda deveria reeditar uma ampla frente democrática sob a liderança de Lula nas eleições de 2026. A tese se ancora no sucesso eleitoral de 2022, quando uma coalizão excepcional conseguiu derrotar Jair Bolsonaro. O problema é simples e incontornável: o contexto que viabilizou aquela aliança não existe mais.

Em 2022, a ameaça à democracia era percebida como concreta. O então presidente acumulava ataques às instituições, flertes golpistas e desprezo aberto pelas regras do jogo. Diante desse cenário, Lula conseguiu atrair setores do centro político e econômico que jamais haviam integrado seu campo ideológico. Não houve conversão programática nem alinhamento duradouro – houve contenção de risco. A frente ampla foi uma resposta defensiva a uma ameaça percebida como........

© Estadão