IA, ‘show me the money!’
Os americanos têm frases muito boas para desmontar quem fala muito, mas que se recusa – vezes e vezes sem conta – “a ir a jogo”. “Put your money where your mouth is” é uma delas e “Show me the money” é outra. Lembrei-me destas ao ler o texto que faz a manchete desta edição do Dinheiro Vivo. Os avanços da Inteligência Artificial têm deslumbrado até os mais críticos e assustado os mais corajosos. Mas – por muito terreno que se tenha feito – ainda falta ir além do hype e mostrar que gera dinheiro.
É precisamente isto que o novo relatório da QuantumBlack confirma: a tecnologia atingiu a maturidade operacional, mas não a maturidade financeira. A adoção é quase universal – 89% das organizações globais já utilizam IA e 80% dos profissionais registam ganhos diários de produtividade –, mas o impacto no resultado operacional (o ROI, Return On Investment) continua limitado. Pelo segundo ano consecutivo, apenas 37% das empresas registam efeitos positivos no EBIT e só 6% pertencem ao grupo dos high-performers, onde a IA contribui para mais de 5% dos resultados.
Na economia tradicional – indústria pesada, oil&gas, energias renováveis, aviação, defesa –, a tecnologia está........
