A imagem e a realidade
1. Fiz o Curso de Cristandade nos primeiros dias de agosto de 1964. Uma das afirmações que lá ouvi, e tenho recordado pela vida fora, é a de que ninguém é grande para o seu criado de quarto.
Um dos literatos que muito admiro é Almeida Garrett. Pois Garrett, segundo li, era um vaidosinho. Usava um conjunto de artifícios a fim de surgir em público de corpinho bem feito. Um dia mudou de empregado de quarto. À noite, o novo empregado, quando o ajudou a despir-se, saiu espavorido porque o patrão se estava a desfazer!
Há um poema de Eugénio de Castro intitulado os três chinós de Garrett. Para dar a impressão de que não era ‘calvo como uma noz’, o Autor de «Viagens na minha terra» mandou fazer três cabeleiras, com tamanhos diferentes, que ia usando alternadamente.
2. Todos somos humanos. E ser humano é ser limitado. É ter altos e baixos. É ter êxitos e fracassos. O importante é que nos não deixemos endeusar pelos........
