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Europa: unir o que a História não pode voltar a separar

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A Europa atual nasceu de uma ferida. É talvez isso que esquecemos quando reduzimos a União Europeia a Bruxelas, fundos comunitários, regras económicas ou burocracia.

Quando Robert Schuman apresentou, a 9 de maio de 1950, a declaração que está na origem da integração europeia, o continente ainda carregava as ruínas da Segunda Guerra Mundial. A proposta era simultaneamente simples e revolucionária: aproximar de tal maneira antigos inimigos que uma nova guerra se tornasse não apenas impensável, mas materialmente impossível.

Vale a pena recordar quem eram alguns desses homens. Robert Schuman, Konrad Adenauer e Alcide De Gasperi, três dos grandes pais fundadores da construção europeia, eram católicos. A sua visão política foi profundamente marcada pelo humanismo cristão, pela dignidade da pessoa, pela solidariedade, pela subsidiariedade e, sobretudo, pela convicção de que a reconciliação era possível. Não foi por acaso que Schuman, cuja fé marcou profundamente a sua vida pública, foi........

© Diário do Minho