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A importância de ler em voz alta

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02.02.2026


 

Soube, há uns dias atrás, que o primeiro Domingo de fevereiro é o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta. Numa breve pesquisa, deparei-me com o motivo desta efeméride: “lembrar-nos que a leitura não tem de ser solitária nem silenciosa. Pelo contrário, pode ser um momento coletivo, cheio de expressão e significado, onde a voz se transforma num instrumento de encontro e descoberta”. E ainda: “incentivar pessoas de todas as idades a lerem juntas, especialmente com crianças e jovens. A ideia é mostrar que a leitura não é só uma realidade escolar, mas um ato social, afetivo e transformador”. 

Continuei a pesquisa e descobri que, na Grécia e na Roma antigas, ler em voz alta era a forma mais comum de proceder. Foi então que me lembrei de que, na estrada entre Jerusalém e Gaza, Filipe ouviu o eunuco etíope a ler o profeta Isaías (cfr. At 8, 30), seguramente porque lia em voz alta. Entretanto, veio-me também à memória ter lido, um dia, que Agostinho de Hipona tinha achado estranho ver Ambrósio de Milão a ler em silêncio: “os olhos percorriam as páginas e o coração buscava o sentido, mas a voz e a língua repousavam”1.

Divagando sobre o assunto, algo surpreendido até com o que ia descobrindo e pensando, recordei-me de que alguns professores me aconselhavam a leitura em voz alta. Não faço ideia se alguma vez justificaram o conselho, mas percebo agora que fazia todo o........

© Diário do Minho