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A dependência a que chamamos eficiência

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19.07.2026

Há riscos que só se tornam visíveis quando já não existe tempo para os discutir. A dependência tecnológica é um deles. Falamos muito de cibersegurança. Falamos de ataques, ransomware, proteção de dados, firewalls e autenticação. Investimos em segurança para impedir que alguém entre nos nossos sistemas. Mas talvez estejamos a olhar demasiado para a ameaça e pouco para a dependência. Porque a pergunta mais incómoda para muitas organizações não é “o que acontece se formos atacados?”. É outra: “o que acontece se a tecnologia de que dependemos simplesmente deixar de estar disponível?”. O que acontece se os serviços cloud falharem? Se uma plataforma for descontinuada? Se um fornecedor estrangeiro alterar unilateralmente as suas condições? Se uma aplicação deixar de ser compatível? Se um sistema essencial ficar indisponível durante uma semana? A resposta, em demasiados casos, não é conhecida. E esse desconhecimento é, por si só, um risco. A digitalização foi apresentada como uma forma de ganhar eficiência,........

© Diário do Minho