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“Serei o que me deres (...) que seja amor"

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23.04.2026

Neste mês dedicado à prevenção dos maus-tratos na infância, impõe-se uma reflexão séria, consciente e, sobretudo, mobilizadora. Mais do que assinalar simbolicamente uma causa, é fundamental transformar a sensibilização em ação concreta, consistente e contínua.

Cada criança tem o direito inalienável de crescer em segurança, rodeada de amor, afeto, respeito e dignidade. Este princípio não pode permanecer no plano das intenções, deve traduzir-se num compromisso coletivo efetivo. Famílias, escolas, comunidades e instituições têm um papel determinante na construção de ambientes protetores e saudáveis para o desenvolvimento infantil, devendo atuar de forma articulada para alcançar esse objetivo comum.

Neste contexto, o Município deve assumir uma posição estratégica e interventiva. Cabe-lhe liderar a definição de políticas locais que promovam o bem-estar das crianças, articulando esforços com entidades que atuam na área da infância e juventude. O reforço do apoio logístico e de recursos à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) é essencial e não pode ser........

© Diário do Minho