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O eclipse dos rituais

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15.08.2026

Quarta-feira, 12 de agosto, entre 18h33 e 20h23, Portugal acompanhou um eclipse solar total. Em território nacional, o último ocorreu em 1912 e o próximo terá lugar apenas em 2144. Durante 26 segundos, a Lua colocou-se entre o Sol e a Terra, transformando o dia em noite. Na realidade, apenas quem estava numa faixa estreita do território, entre as aldeias de Rio de Onor e Guadramil, no Parque Natural de Montesinho, ficou mesmo às escuras. No resto do país, cobriu-se entre 92% e 99% do disco solar. Dias a fio, a comunicação social preparou-nos para o fenómeno: recomendações de segurança, intervenções de especialistas, mapas interativos, iniciativas locais, procura de óculos certificados, esgotamento de alojamento local, sessões de esclarecimento, limitação de acesso em zonas de risco de incêndio, previsões meteorológicas, comparações com 1912 e por aí adiante. As redações noticiaram o evento ao minuto: em direto de Bragança, do Palácio de Belém e das margens do Tejo, das capitais de distrito, do santuário de Fátima e do festival de Paredes de Coura, do arquipélago dos Açores, de planetários e observatórios, de miradouros e esplanadas de aquém e além-Douro.

Gente reunida a olhar para o mesmo ponto do céu, o quotidiano suspenso por........

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