O verdadeiro problema do trânsito em Braga não é o trânsito
Todos conhecemos as filas intermináveis na Rodovia, em frente ao Braga Parque, na Avenida Central, em Real, em Sequeira. Na rotunda de Infias, na Rua Santa Margarida e em todas as frentes escolares no horário de entrada e saída das escolas. Conhecemos o congestionamento no túnel da estação, na variante de Prado, na Av. 31 de Janeiro, em toda a cidade na hora de ponta de manhã ou da tarde. Mas será que o problema é mesmo o trânsito?
Muitas políticas partem de uma premissa vulgar: há mais trânsito e precisamos de mais capacidade rodoviária. Ou seja, mais vias, mais estradas, mais rotundas, mais túneis, mais viadutos. “One more lane will fix it”. Isto pode até resolver temporariamente, mas rapidamente essa capacidade esgota-se.
Quando saímos da vulgaridade para o conhecimento, passamos a conhecer um fenómeno que acontece em todo o mundo, chama-se induced mobility, traduzindo, mobilidade induzida. Neste caso, quando aumentam a capacidade rodoviária para os carros, acabam por ter mais carros. Porque induzem essa mobilidade. E com isso agravam o problema, aumentam o........
