Por Entre Linhas e Ideias
Quantas vezes conseguimos defender uma coisa enquanto fazemos o contrário sem sequer dar por isso? Começo por aqui porque o ano é novo e janeiro pede um início mais sensato, mesmo quando o mundo continua cheio de problemas sérios, conflitos, pressões e notícias que chegam demasiado depressa para lhes darmos a atenção que merecem. Talvez por isso devamos começar o ano com um olhar mais divertido, não para esquecer a gravidade do mundo, mas para abrir espaço à curiosidade e ao pensamento. Sempre gostei de pensar com paradoxos, porque nos ajudam a reconhecer incoerências e a testar ideias antes de as transformarmos em certezas. Pensar nas nossas contradições humanas pode ser uma boa forma de abrir conversa com os leitores do Diário do Minho, um jornal feito do olhar das pessoas, das suas dúvidas, escolhas e desafios.
Partindo desta ideia, caminhamos para a Grécia antiga, o ponto onde os paradoxos começaram por desafiar a própria linguagem. Epiménides, filósofo grego, nascido na ilha de Creta, deixou a frase “todos os cretenses são mentirosos”, um enunciado que se tornou famoso porque se inclui naquilo que afirma. Se ele diz a verdade, a frase desmente quem a disse, mas se ele mente, a frase passa a ser verdadeira. Este paradoxo simples continua a ensinar........





















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