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Caminho a fazer

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11.07.2026

A Igreja é um povo em caminho e, como tal, está sempre em processo de discernir novas metas e de prosseguir o seu percurso. Há um ponto de partida, mas o horizonte concretiza-se através de realizações sempre novas.

Durante o Concílio Vaticano II, a Igreja compreendeu-se como comunhão, prolongamento da Trindade. Os últimos tempos têm ficado marcados por um reconhecer-se em caminho com os outros, num dinamismo sinodal que deve impregnar todo o seu ser. Ousou mesmo definir-se como ontologicamente sinodal, como quem diz: ou é sinodal ou não é Igreja. Existe um Documento Conclusivo, no qual foram acolhidas indicações para que isso aconteça. Vive-se agora uma terceira etapa, que pretende ser de "experimentação" de tudo quanto foi discernido.

O Papa Leão XIV não tem falado apenas de sinodalidade. A sua própria vida tem testemunhado este novo modo de ser, para que, neste novo tempo, a Igreja se torne um verdadeiro instrumento para uma humanidade mais digna e mais fraterna.

Se era costume que os cardeais se reunissem em consistório apenas ocasionalmente, agora esta reunião magna acontece duas vezes por ano. No sábado passado, terminou a mais recente. Quero recolher quatro........

© Diário do Minho