Caminho a fazer
A Igreja é um povo em caminho e, como tal, está sempre em processo de discernir novas metas e de prosseguir o seu percurso. Há um ponto de partida, mas o horizonte concretiza-se através de realizações sempre novas.
Durante o Concílio Vaticano II, a Igreja compreendeu-se como comunhão, prolongamento da Trindade. Os últimos tempos têm ficado marcados por um reconhecer-se em caminho com os outros, num dinamismo sinodal que deve impregnar todo o seu ser. Ousou mesmo definir-se como ontologicamente sinodal, como quem diz: ou é sinodal ou não é Igreja. Existe um Documento Conclusivo, no qual foram acolhidas indicações para que isso aconteça. Vive-se agora uma terceira etapa, que pretende ser de "experimentação" de tudo quanto foi discernido.
O Papa Leão XIV não tem falado apenas de sinodalidade. A sua própria vida tem testemunhado este novo modo de ser, para que, neste novo tempo, a Igreja se torne um verdadeiro instrumento para uma humanidade mais digna e mais fraterna.
Se era costume que os cardeais se reunissem em consistório apenas ocasionalmente, agora esta reunião magna acontece duas vezes por ano. No sábado passado, terminou a mais recente. Quero recolher quatro........
