As estátuas e os sem-abrigo
“Qualquer dor, vê-se em cada esquina – Como um pobre sem-abrigo, d’olhos fechados – E a sua dor agreste o desanima – Chora em silêncio os seus pecados”.
Recordo perfeitamente a década de 1960/70, bem como o que lhe correspondia na vida económica, profissional, social e política. Eram tempos difíceis em todos os sectores da vida dos portugueses e já nesses tempos afirmava o povo que “quem for burro que vá p’ra moleiro”. Isto é, as pessoas teriam obrigação de sobreviver. Na verdade, havia muita pobreza e trabalho-à-vista só na agricultura e muito mal pago.
Acontecia que em todo o país havia os pobres-de-pedir. Nas cidades, nas vilas e nas aldeias. Nas freguesias, uns pediam esmola pelas portas às Segundas, Quartas e Sextas, e outros às Terças, Quintas e Sábados. Aos Domingos era para descansar e ir à Missa.
Nas vilas e nas cidades os pobres não tinham dia de descanso. Eram diários na aproximação aos beneméritos, que já conheciam. Grande número destes (crónicos?) mendigos, eram também os que dormiam na rua e onde houvesse um mínimo de protecção, porque o tempo não perdoava: se era frio, arranhava as peles, se era calor,........





















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