O “movimento ascético cristão” urge face à mundanização a Igreja com Constantino I
Acerca deste mito (que de novo traz Constantino I [e o séc. IV] à colação, para se apontar para uma presumível cisão na fé cristã sucedida com ele), há uma série de clarificações que devem ser feitas, pois, como com outros mitos anteriores, ele mescla verdades com mentiras.
Desde logo, importa admitir que, embora só depois do séc. III, o crescimento do “movimento ascético cristão” decorrerá, em certa parte, da perceção, mais ou menos correta, de que o Cristianismo assumia alguns valores contrastantes com os seus. Deveras, muitos cristãos não reconhecerão a Igreja “dos mártires” na Igreja “imperial” e, assim, desta se afastarão (deste ou daquele modo, neste ou naquele grau) em procura de uma maior pureza e integridade.
Acontece, porém, que é um erro dizer-se que o incentivo para o surgir de tal aduzido movimento tenha sido essa relativa mundanização........
