O entendimento da Eucaristia como um sacrifício é uma importação pagã do Século IV
Este mito advém de o Protestantismo crer que a “Grande Ceia” não foi – e a sua celebração não dever ser – um ato sacrificial (sendo que a alusão a que a Grande Igreja assim cogitou tal Ceia, até a uma sua eventual paganização sucedida no séc. IV, se deve, de novo, a uma suposta corrupção, a partir de Constantino I, da mensagem de Jesus e do Cristianismo Primitivo).
Em primeiro lugar, impõe admitir-se que os relatos da Ceia no Cenáculo não utilizam palavras como “sacrifício” ou “oferta”. Isto é inegável, do mesmo modo que o é acerca de haver, nesses relatos, imensas coordenadas simbólicas associadas ao feito por Jesus. Todavia, isso não é tudo. Tais mesmíssimos relatos estão embebidos de um ambiente pascal-sacrificial e até algumas palavras são claras quanto a tal contexto, tais como “oferta”, “derramado” ou “em memória” (que remete para........
