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O Douro e as suas realidades

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14.03.2026

O Douro e as suas realidades

No Douro existem realidades que são, ou parecem ser, inevitáveis. Umas parecem sina à qual não se pode fugir; outras, por serem filhas da natureza, são motivo de engrandecimento e proveito. Há ainda aquelas que resultam de procedimentos gerais e de circunstâncias, de proveniência individual ou coletiva.

Mas, indo ao ponto, antes que me perca nas circunstâncias do escrever — que tantas vezes fazem as letras fugir-nos da mão, como se fossem muito donas de si —, convém dizer o essencial.

Existe um rio principal, que nasce em terras de Espanha e segue destino a Portugal, num percurso em que vai sendo engrossado pelos afluentes que rasgam as montanhas para virem até ele. Existem os montes e os vales que lhe proporcionam o clima propício para que seja terra de vinhos exclusivos e ímpares. Existe uma atividade económica e social em redor das vinhas e do vinho. Existem as pessoas. E existe a palavra crise.

Quem se dê ao trabalho e ao gosto de analisar a forma e as causas das coisas alusivas à realidade duriense ao longo dos últimos dois séculos e meio, recuando até à época da demarcação e da regulamentação do setor, rapidamente se apercebe de que, mesmo antes de nascer aquilo que hoje conhecemos, já essa malquerida palavra surgia em praticamente todas as publicações escritas.

Aliás, foi precisamente a situação que essa........

© Diário de Trás-os-Montes