Assédio moral: o eterno combate
“O local de trabalho é o último campo de batalha em que uma pessoa pode matar a outra sem risco de ir a tribunal.”
Portugal acordou em semi-choque com a notícia de um Director de Recursos Humanos da Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental (ULSLO) que terá tentado prender uma inferior hierárquica sua a uma cadeira com fita cola, enquanto lhe gritava, à frente doutros colegas, que não podia sair dali, tudo com vista a que concluísse uma tarefa.
Paralelamente, 130 directores de serviços médicos, responsáveis de enfermagem, coordenadores e técnicos denunciaram, em carta dirigida ao Conselho de Administração, uma “preocupante degradação do clima organizacional”, com os inegáveis custos, quer os profissionais, quer para os doentes.
Aqui chegados e do que podemos ler das notícias, do que se parece tratar nesta situação é de um clima geral de assédio moral. Mais do que nunca, importa relembrar que o assédio moral no trabalho, aliás à semelhança do que sucede por exemplo no arrendamento urbano, se pode caracterizar por um conjunto encadeado de actos, sejam eles activos ou omissivos, que podem assumir um carácter heterogéneo e que têm como objectivo constranger o alvo no seu local de trabalho.
São sintomas desta realidade, a título de mero exemplo, não se cumprimentar a pessoa em questão, a exclusão de reuniões de trabalho, o corte dos canais de comunicação, a ausência de atribuição de funções ou a atribuição de funções........
