Quem vai controlar o Estado inteligente?
A recente aprovação da Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA) foi apresentada com euforia política, como um passo decisivo para modernizar o Estado Português. Em contrapartida, prepara-se o novo Plano Nacional de Administração Aberta (PNAA), ainda sem demonstração clara de apoio político ou compromisso institucional firme. Este desfasamento não é apenas administrativo, é um sinal de alerta, pois a tecnologia avança mais depressa do que a reflexão democrática sobre os seus impactos.
O discurso oficial insiste na eficiência, na automação e na racionalização dos serviços públicos, mas o Estado não é um sistema técnico neutro, é uma instituição que sustenta direitos, justiça, confiança e coesão social. Quando a Inteligência Artificial passa a intervir em decisões públicas, entra num território ético e político. Ignorar isto é abrir a porta à erosão silenciosa das próprias bases da democracia.
O recente estudo Como a IA Destrói as........© Diário de Notícias
