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Um roteiro para uma Economia de Defesa Europeia

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20.02.2026

O momento que a Europa vive em matéria de Segurança e Defesa, sendo muito difícil é, por isso mesmo, exigente e desafiante. A Europa tem de organizar a sua dimensão de Defesa, o que inclui necessariamente, um objetivo de rearmamento. Nesse contexto, a Economia de Defesa assume uma grande relevância.

Esta reflexão visa elencar um conjunto de condições e princípios essenciais para a melhor estruturação de uma Economia de Defesa à escala europeia.

Antes do mais é preciso atentar que as guias-mestras da Economia de Defesa são, por um lado, os requisitos militares em termos de capacidades entendidas como necessárias e, por outro lado, as possibilidades das Indústrias de Defesa, acrescentadas por quem para ela possa igualmente contribuir. Ou seja, as possibilidades encontradas na Base Tecnológica e Industrial de Defesa (BTID).

A boa identificação dos requisitos militares tem de resultar de um adequado planeamento estratégico, que inclua um competente planeamento de Defesa.

No contexto da União Europeia (UE) e para os fins da Defesa Europeia, uma BTID europeia corresponde ao somatório, mas, sobretudo, à boa articulação das BTID dos 27 Estado-membros.

Se uma eventual organização de Defesa Europeia vier a incluir Estados que não sejam membros da UE as respetivas BTID devem igualmente ser consideradas.

O principal desafio para a Economia de Defesa é poder resultar da integração conjugada e compatibilizada das intenções e das capacidades de três tipos de atores. Em primeiro lugar a Administração e, nela, as Forças Armadas; depois a Academia e as instâncias que........

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