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Tempo de ambição

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05.03.2026

Impõe-se aos responsáveis portugueses tomar decisões difíceis sobre questões realmente importantes, com potencial para afirmar Portugal como um país mais ambicioso. Serão três os domínios principais.

O primeiro, corresponde ao imperativo de promover a recuperação dos estragos causados às pessoas, à vida social e à atividade económica pela recente sucessão de tempestades. O segundo, projeta-se na necessidade de acautelar de forma adequada a participação de Portugal na resposta europeia aos pesados desafios de Segurança e Defesa que impendem sobre a Europa, logo também sobre Portugal. O terceiro, liga-se à ponderação entre encargos com a Defesa e encargos com outras áreas, nomeadamente Saúde e Educação.

Estes três desafios devem ser bem encarados e sobretudo bem respondidos, com forte motivação nacional e recusa de vias de facilitismo, por exemplo, presumir resolver problemas pelo método simples de lhes deitar dinheiro em cima. Definirão um caminho de escolhas para os responsáveis políticos nacionais, que assim serão postos à prova tanto no plano interno, como no plano externo, designadamente europeu.

Não tem contestação a necessidade de devolver o país à sua normalidade, recuperando os estragos e, sempre que adequado, corrigindo de forma a procurar evitar ou minimizar prejuízos futuros pelas mesmas causas. Está ainda por concluir a ponderação exata dos custos dessas intervenções, que talvez seja da ordem dos 6000M€. Os mecanismos financeiros europeus de apoio a estas situações extremas poderão e deverão........

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