O sortilégio da arte e da moda
Chega até nós o eco da relação íntima de Calouste Gulbenkian com o seu tesouro artístico, o cofre das maravilhas da Avenue Iéna: “Aí em deslumbrada solidão, admirava a beleza artesanal de um colar, de um alfinete de peito; a cintilação de uma esmeralda, de um rubi, de uma safira, a pureza de um diamante azul; ou ainda o requinte de uma guarnição de renda francesa ou veneziana, os folhos e entremeios usados pelas nobres damas de outrora.”
Quem o diz é Madame Chaunet, guardiã fiel da preciosa coleção. Desde a primeira moeda adquirida pelo jovem colecionador às preciosidades Lalique, é um mundo fantástico que se encontra no Museu. No ambiente requintado da exposição Arte & Moda podemos usufruir do secreto prazer que levou Gulbenkian a fazer a demonstração de que a moda nasce do paradoxo da permanente oscilação entre a singularidade e........
