Calamidades. Com remendos não se enfrenta o futuro!
Quem passa a vida com Salazar na boca deveria pensar duas vezes.
Na noite de 25 para 26 de novembro de 1967 choveu, copiosamente, na zona da Grande Lisboa, provocando cheias nas regiões de Loures, Odivelas, Alenquer e arredores.
Estávamos, então, em pleno regime salazarista e não existia qualquer estrutura, minimamente, preparada para enfrentar a calamidade que se abateu sobre Lisboa e arredores.
Eu era nessa época aluno do Liceu Gil Vicente e por inciativa das respectivas associações académicas fomos, eu e outros alunos do liceu, enviados para, voluntariamente, ajudarmos no possível. Eu e colegas da minha turma fomos destacados para a zona de Loures e Póvoa de Santo Adrião. Aí constatámos a existência de inúmeras caves inundadas com água e lama e onde jaziam corpos de portugueses que habitavam essas mesmas caves.
As cheias de 1967 provocaram, oficialmente, 462 vítimas. Mas, naturalmente, que o regime salazarista fez o que sempre fazia nestas e noutras situações. Uma censura de ferro que........
