A IA também é geopolítica
Uma decisão tomada fora da União Europeia bastou para expor uma fragilidade que há muito devia preocupar-nos: o acesso a modelos avançados de inteligência artificial pode ser condicionado por interesses políticos externos. Falamos de tecnologias que começam a sustentar a cibersegurança, a investigação científica, os serviços públicos, a indústria, a energia, a saúde e a defesa.
Pode a Europa aceitar que capacidades críticas do século XXI dependam da autorização de terceiros? Pode uma PME europeia, que integrou inteligência artificial nos seus processos, descobrir de um dia para o outro que deixou de ter acesso à tecnologia de que depende? Pode uma administração pública construir serviços essenciais sobre sistemas que podem ser limitados, suspensos ou condicionados por decisões externas? Pode a Europa ambicionar liderar a transição digital se não controla os modelos, os dados,........
