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“Não à guerra! ”

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10.03.2026

Diz-se muitas vezes que a verdade é uma das primeiras vítimas da guerra. Tal sucede, porque cada opositor tenta controlar a informação que é divulgada, uma vez que não lhes interessa que as pessoas saibam, verdadeiramente, a evolução dos confrontos. Aliás, antes do primeiro disparo ocorrer, já existe outro combate, o da informação. A busca incessante do apoio popular, por um lado, e a tentativa de desmoralizar o inimigo e colocar o seu povo contra os dirigentes políticos, levam os governos, e não só, a omitir e a alterar factos que decorrem da evolução da guerra. E é assim que a propaganda passa a ocupar o lugar da informação imparcial, transformando aquilo que nos é apresentado como notícia em armas poderosas, ao serviço de estratégias bélicas. A protecção da verdade em tempos de guerra constitui, por essa razão, uma tarefa fundamental, embora extraordinariamente difícil, tanto mais que a entrada em cena da inteligência artificial veio dificultar ainda mais a distinção entre realidade e manipulação. Nesta nova realidade, incumbe aos jornalistas, aos historiadores, mas também aos cidadãos, serem os guardiões da preservação dos factos que na realidade ocorrem numa situação de caos, como são aquelas que se vivem em tempos de guerra. E essa missão assume particular relevância, não apenas para melhor compreender o momento presente, mas para assegurar a memória dos factos e a compreensão da história nos tempos vindouros. Ultrapassadas estas questões mais ou menos filosóficas, passemos então a matérias mais pragmáticas, igualmente importantes, num conflito como aquele que se iniciou há pouco mais de uma........

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