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“A nova insígnia cultural de Braga”

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05.05.2026

Antes de mais, e em absoluto respeito pela transparência, vocábulo tão verbalizado nos últimos dias, mas escassamente cumprido, impõe-se que faça desde já uma declaração de interesse: sou amigo de José Teixeira e de toda a sua família, e tenho muito orgulho nessas relações de amizade, nascidas e alimentadas ao longo de muitos anos. Obviamente, e como os leitores compreenderão, tal circunstância não me coloca numa situação de capitis diminutio, ou seja, não me retira a liberdade de poder escrever sobre temas que envolvam actividades daquela família. Acontece que no pretérito dia 25 de Abril, precisamente na data em que se comemoraram 52 anos da “Revolução dos Cravos”, Braga passou a contar com mais um relevante atractivo cultural, o “MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst”, um museu desde há muito sonhado, e concretizado, por José Teixeira, num investimento da ordem dos 40 milhões de euros. Penso que o reconhecimento, quer da importância da obra, quer do papel que ela virá a desempenhar, designadamente como insígnia de uma cidade que pretende assumir uma posição de grande centralidade no mapa cultural português e europeu, é absolutamente incontroverso. E há razões robustas para a consensualidade que o novo espaço obteve. Desde logo, por se tratar do primeiro museu de arte contemporânea; depois pelo extraordinário prestígio dos artistas ali representados, o que se reflecte, naturalmente, na qualidade das obras em exposição;........

© Correio do Minho