“Da fuga à prisão das...”
Todos/as nós sem exceção temos gostos, hábitos e interesses que fazem parte da personalidade. Há hábitos positivos e negativos. Os maus hábitos, quando ultrapassam os limites do controlo, podem transformar-se numa dependência. Tendemos a repetir determinados comportamentos porque nos proporcionam prazer, satisfação ou adrenalina. No entanto, quando determinado hábito (nem sempre é saudável) e este se transforma numa necessidade da qual a pessoa sente que não consegue prescindir, pode levar à perda gradual do controlo sobre os seus comportamentos nos domínios profissionais, sociais e familiares. As dependências podem assumir diversas formas, desde o consumo de substâncias, como o álcool e as drogas psicoativas, até comportamentos de natureza compulsiva associados à alimentação, às compras e ao jogo. Estas dependências surgem, infelizmente, como uma forma de lidar com problemas emocionais, frustrações, traumas, inseguranças ou sentimentos reprimidos. Os “vícios” (termo popular que muitas vezes caracteriza a dependência) é uma espécie de mecanismo de fuga que permite esquecer temporariamente a dor ou o sofrimento emocional. Com o tempo, a necessidade de........
