“Vai fermoso e Seguro”
A primeira volta foi a última para um conjunto de candidatos que há menos de um ano se teriam por inevitáveis (ou mesmo invencíveis) no contexto das eleições presidenciais que atravessamos.
Os portugueses, para o bem e para o mal, deram, em geral, um sinal de liberdade plena.
Comecemos por André Ventura e assinalemos que a passagem à segunda volta do líder do Chega, não sendo de desmerecer, demonstrou, porventura, pela primeira vez, que o teto eleitoral atingido nas passadas legislativas deverá estar estabilizado. E que, como é inquestionável, o Chega não é um partido, mas um projeto unipessoal que vale por, para e apenas com Ventura e pouco ou nada vale sem ele.
A adesão àquele tom, ao estilo, ao ideário tem necessariamente um limite. É impossível agregar, salvo em contextos ditatoriais ou em sociedades extremamente divididas e/ou democraticamente imaturas, apenas com base na personalidade (culto) do líder.
Há, sem dúvida, uma parte imprescindível da política que se centra no carisma, ou falta dele, na inteligência, ou falta dela, dos líderes políticos. Mas depois há tudo o resto. E o resto é o que consolida um propósito positivo, um programa político de largo alcance e apoio, é o que permite a cada eleitor perceber o que decorre da escolha de um partido e fazer a conta entre o que pode ganhar ou perder........
