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“Março ou a vida em ato único”

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27.03.2026

Lembro-me do primeiro contacto com a sua escrita ter sido com as crónicas. Uma avidez por aquela forma engajada de escrever, vozes em diálogo constante a demolir o aparente monólogo. O sentido renovado da palavra em construções difusas, mas que ainda assim faziam sentido, uma linguagem com impressão digital. Não sei se será ironia, se a vida brinca consigo mesma até ao último suspiro. O homem que viveu a cicatrizar os pedaços da criança que um dia foi e foi deixando cair pelo caminho do crescimento obrigatório, sem sentidos únicos a direcionar o fluxo de vozes que lhe fantasmagoraram a existência, esteve nos últimos tempos embrenhado em nevoeiro. Ou talvez tenha deambulado demasiado pelos labirintos que alimentava, adensando assim a coleção de dédalos. Isso, ou a busca incessante por exumar........

© Correio do Minho