Meus desacontecimentos
Estou com 27 anos. Mais perto dos 30 do que dos 20. Mais para lá do que para cá. Na minha bolha social, há quem enxergue essa idade como ideal para se dedicar à vida profissional, estudar para um concurso público ou até tentar um mestrado.
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Desde adolescência, perdi a conta de quantas vezes escutei que ser funcionário público, "acredite, é o melhor caminho em Brasília. Garantia de vida". Tenho amigos, porém, que se dedicam a outras prioridades, como planejamentos de casamentos e chás-de-bebê. Com a minha idade, por exemplo, meu pai já era meu pai.
Fato é que, nessa miscelânea de (des)acontecimentos, me sinto uma criança perdida da mãe em uma loja de departamento num dia de promoção. Sinto desespero. Afinal, não sei qual caminho seguir. Por sorte, conto com aliados que compartilham da minha aflição.
Lendo o clássico A sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han, constatei que esse desespero e senso de urgência — para conquistar o melhor emprego, financiar um carro, comprar uma boa casa e mostrar aos nossos pais que vencemos — tem nome: sociedade do desempenho.........





















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