A inteligencia artificial e a nova era dos golpes digitais
O crime sempre acompanhou a evolução tecnológica. O que mudou, nas últimas décadas, foi a velocidade dessa transformação. Se antes o estelionato dependia de encontros presenciais, documentos falsos ou ligações telefônicas, hoje ele ocorre em escala industrial, operado por quadrilhas especializadas e com apoio direto de ferramentas de inteligência artificial.
O cenário global é alarmante. Estimativas internacionais apontam prejuízos superiores a US$ 1 trilhão por ano causados por golpes, enquanto cerca de 70% das vítimas sequer registram ocorrência, revelando uma cifra oculta gigantesca.
Analisando a PEC da segurança e seus ajustes finais
Vencendo o medo com confiança
No Brasil, a tendência segue o mesmo caminho. Dados indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registradas 6,9 milhões de tentativas de fraude, o equivalente a quatro golpes por minuto. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, o país contabilizou 2,17 milhões de casos de estelionato, com crescimento expressivo dos crimes virtuais. Pesquisa aponta que 24% dos brasileiros adultos já foram vítimas de golpes digitais — cerca de 40 milhões de pessoas.
Estimativas indicam que, em apenas um ano, os crimes cibernéticos causaram prejuízos aproximados de R$ 32 bilhões no Brasil, com 58% da população relatando ter sido vítima de alguma modalidade de cibercrime, especialmente golpes por meio de mensagens falsas, que se passam por empresas ou pessoas confiáveis para obtenção de dados confidenciais (phishing) e fraudes via dispositivos móveis.
Em Mato Grosso do Sul, a realidade acompanha a escalada nacional. Dados do SIGO demonstram que as ocorrências de fraudes eletrônicas saltaram de quase 6 mil em 2022 para cerca de 8 mil em 2024, representando um aumento superior a 41% em apenas dois........
