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Alta rotatividade na EBC, baixo compromisso com a comunicação pública

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14.04.2026

O Presidente Lula acaba de nomear o quinto presidente da EBC no atual mandato.  Dessa vez foi nomeada uma mulher, a segunda depois de mim: Antônia Pellegrino, que desde 2023 ocupava a diretoria de Programação e Conteúdo.  A instabilidade na EBC, infelizmente, sugere que a consolidação do sistema público de comunicação deixou de ser prioridade para o presidente Lula, e que o jornalismo não importa, para Lula e seu ministro Sidônio, como elemento formador de uma cidadania crítica na democracia. Quem está em festa é o audiovisual e suas produtoras: Antonia é roteirista e representa o setor.

De 2023 para cá passaram pelo cargo Kariane Costa, como interina, Hélio Doyle, Jean Lima e Basbaum, sem contar a curta interinidade de Bráulio Ribeiro, após a saída de Lima.  Tive esperanças na gestão de Doyle, que durou nove meses. Embora portador dos predicados para o cargo, não lhe deram as condições fundamentais para governar a empresa, como a escolha dos diretores.  Jean Lima foi um estranho no ninho, mas Basbaum me esperançou, porque é do ramo e parecia ter projeto. Após sete meses no cargo, saltou para um posto de comando na TV Record.

A EBC tornou-se tão irrelevante nos últimos tempos que trocas em seu comando já nem são noticiadas pela chamada grande mídia. Só nos veículos independentes de esquerda este assunto desperta interesse, provocando quase sempre frustração e preocupação.

Dentre todos os presidentes que a EBC já teve, apenas eu cumpri o mandato de quatro anos, e isso reflete, mais que algum mérito meu, o compromisso que o governo Lula 2 tinha para com a EBC. Refiro-me a........

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