Pesquisismo: entre cenários improváveis e guerra híbrida em curso
Por Reynaldo Aragon e Sara Goes - A pesquisa Quaest divulgada hoje (2), com seus “todos os cenários” para 2026, é um excelente exemplo da operação contemporânea do pesquisismo — essa lógica em que as pesquisas de opinião deixam de ser ferramentas de leitura da realidade para se tornarem instrumentos de sua fabricação. O pesquisismo é a estetização da política como simulação: uma guerra de narrativas travada por números e gráficos que, na aparência de neutralidade científica, opera dentro do espectro da guerra híbrida e das operações psicológicas (psyops). As psyops, ou operações psicológicas, são estratégias utilizadas para influenciar emoções, crenças e comportamentos de populações inteiras, sem que elas percebam que estão sendo manipuladas — o objetivo não é convencer com argumentos, mas induzir percepções que sirvam a determinados interesses de poder.
Estamos assistindo à reedição sofisticada das velhas técnicas de desestabilização, agora anabolizadas pelo aparato das Big Techs e travestidas de democracia sob o signo da liberdade de expressão irrestrita. Essa disputa acontece no plano simbólico, afetivo e perceptivo. A guerra é informacional, mas seu alvo é o senso comum. É aqui que entra a FrenCyber — Frente Parlamentar da Cibersegurança —........
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