Está acontecendo: o plano dos EUA para derrubar Lula e subjugar o Brasil
O anúncio da nova força-tarefa militar dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental não representa apenas mais uma iniciativa de combate ao narcotráfico. Ele marca a passagem para uma nova fase da disputa estratégica nas Américas, na qual o objetivo deixa de ser apenas enfrentar organizações criminosas e passa a ser reorganizar o ambiente de decisão dos Estados nacionais.
O ataque ao espaço de decisão brasileiro
O anúncio da nova força-tarefa militar dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental não representa apenas mais uma iniciativa de combate ao narcotráfico. Ele marca a passagem para uma nova fase da disputa estratégica nas Américas, na qual o objetivo deixa de ser apenas enfrentar organizações criminosas e passa a ser reorganizar o ambiente de decisão dos Estados nacionais.
A expressão utilizada pelo Comando Sul não deixa margem para ingenuidade. A nova estrutura foi apresentada como seu “braço de ação”, responsável por converter inteligência, vigilância, sanções e cooperação regional em capacidade operacional. Não se trata apenas de perseguir embarcações ou interceptar carregamentos. Trata-se de integrar forças, dados, classificações jurídicas e instrumentos financeiros sob uma cadeia hemisférica de comando, capaz de definir ameaças e produzir respostas para além das fronteiras nacionais.
A mudança é material. Uma operação delimitada dá lugar a uma força permanente cujo próprio nome transforma todo o Hemisfério Ocidental em espaço de atuação. Sob a linguagem do narcoterrorismo, Washington constrói a infraestrutura necessária para decidir quem ameaça a região, quais governos cooperam e quais resistências deverão ser tratadas como riscos à segurança coletiva. É nesse deslocamento silencioso, da cooperação para o comando, que começa o verdadeiro ataque à soberania brasileira. E não é um ataque convencional.
O erro mais comum ao analisar esse movimento é imaginar que o objetivo dos Estados Unidos seja apenas ampliar sua presença militar na América Latina ou derrubar um governo específico. Essa interpretação enxerga apenas a superfície do problema. Grandes potências não organizam arquiteturas permanentes de poder para responder a governos transitórios. Elas procuram alterar as condições estruturais sob as quais os Estados tomam decisões. O verdadeiro campo de batalha não é o território físico, mas o espaço estratégico onde são definidos os custos, os riscos e as alternativas consideradas viáveis por cada governo nacional.
Esta análise dialoga com dois artigos anteriores do autor:
Argentina: o laboratório global do tecnolibertarianismo
O Estado ainda decide?
Essa é a mudança que o Brasil precisa compreender antes que ela se torne irreversível. O objetivo imediato não é ocupar Brasília, romper a ordem institucional ou produzir um confronto militar aberto. É reduzir progressivamente a liberdade estratégica do Estado brasileiro, estreitando o conjunto de decisões que poderão ser tomadas sem custos políticos, econômicos, financeiros ou diplomáticos crescentes. Um país pode continuar formalmente soberano, preservar sua Constituição, realizar eleições periódicas e manter todas as suas instituições funcionando. Ainda assim, pode perder, pouco a pouco, a capacidade de escolher autonomamente seus próprios caminhos.
É justamente nesse ponto que a nova arquitetura construída por Washington revela sua sofisticação. Tarifas comerciais, sanções financeiras, classificações jurídicas, operações de inteligência, compartilhamento compulsório de informações,........
