Flávio, o candidato de papel e o risco Trump
Todos já perceberam que a candidatura de Flávio Bolsonaro é “de papel”, assim como as “cidades de papel”.
As “cidades de papel” são locais fictícios inseridos propositalmente em mapas por cartógrafos. O principal objetivo dessa prática era a proteção de direitos autorais, servindo como uma prova jurídica para pegar concorrentes que cometam plágio ao copiar o mapa sem autorização.
No que diz respeito ao filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro, a candidatura é “de papel” pois não tem substância, propostas e sequer representa algum interesse nacional. Os Bolsonaro propõem a anistia ao ex-presidente e um alinhamento integral aos interesses dos EUA; essa é toda a proposta deles.
E é exatamente esse alinhamento integral que deve nos preocupar, pois é inegável que o decadente império busca submeter toda a América Latina aos seus interesses e o faz sem qualquer pudor, tanto que Trump confessou que roubou petróleo venezuelano.
Bastidores políticos apontam que a ingerência externa na América Latina pode estar prestes a ganhar um novo e perigoso capítulo. Especula-se que o Departamento de Justiça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos — sob controle direto da extrema-direita alinhada ao governo de Donald Trump — estariam dispostos a forjar delações premiadas no exato estilo do que foi feito na Operação Lava Jato, tendo como um dos alvos centrais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Assim como os agentes da chamada “República de Curitiba” atuaram para desenhar narrativas e influenciar o cenário político brasileiro, Washington estaria preparando uma verdadeira bomba reputacional contra lideranças progressistas do continente.
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