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Uma campeã esquecida que derrotou o racismo e o machismo

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20.01.2026

Os estádios de futebol - ou arenas, como se chamam hoje - são palcos do velho, porém muito vivo, preconceito contra negros, justamente eles, entre os quais está Pelé. A idolatria e a discriminação andam de mãos dadas, paradoxalmente, acrescidas do fanatismo que caracteriza boa parte dos torcedores. A temporada 2026 de ofensas racistas a atletas está aberta.

O racismo faz parte da história do esporte, assim como faz parte da História. Quando se manifesta no futebol torna-se ainda mais alarmante, pois o negro predomina não apenas nos campinhos de areia em favelas e subúrbios, mas nos grandes estádios onde brilharam, Pelé à frente, Domingos da Guia, Leônidas, Zizinho, Didi, Garrincha, Jairzinho, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo e centenas de outros craques de pele escura. Igualmente a raça negra sobressai-se no futebol feminino, antes com craques como Marta e Formiga, hoje com Ludmila, mas o futebol de mulheres é relativamente recente e só agora começa a ganhar espaço no imaginário popular.

O que acontece com Vinícius Jr. na Europa – como num jogo da Copa do Rei, em janeiro - ocorre todo dia em gramados brasileiros e com jogadores brasileiros no Exterior, onde torcedores fanáticos não hesitam a exibir todo seu preconceito. Há quem relacione o racismo no futebol com o poder econômico, já que o preço dos ingressos atualmente é impeditivo para os mais pobres. Seriam racistas........

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