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Precariedade do Sistema Cantareira pode agravar efeitos do El Niño em São Paulo

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05.06.2026

A proximidade do El Niño e a possibilidade de o fenômeno ser o mais forte dos últimos anos gera indesejável sensacionalismo na imprensa. A população precisa dar tempo ao tempo antes de se assombrar. O Poder Público, este sim, deve se antecipar e trabalhar para evitar, ou ao menos amenizar, possíveis catástrofes. É preciso que se diga, no entanto, que as últimas tragédias causadas por ventos, chuvas ou secas  relacionam-se muito mais com o aquecimento global do que com “o menino”.

“É para este cenário que nós devemos estar preparados: seca nas regiões Norte e Nordeste, chuvas na região Sul e ondas de calor. Isso significa que teremos desastres de grandes proporções? Não, não significa. Significa que vai se repetir o evento de 2024, no Rio Grande do Sul? Não, não significa. Aquele evento foi resultado de uma combinação de fatores, e, para acontecer de novo, precisa ocorrer de novo aquela mesma combinação. O El Nino foi um dos ingredientes”, explicou à coluna Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. 

Norte e Sul, portanto, são as regiões brasileiras mais suscetíveis aos efeitos do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, fenômeno batizado de El Niño. Mas São Paulo, especialmente a Região Metropolitana, onde os cidadãos vivem o caos a cada chuva mais forte, não está imune.

“Normalmente, a chuva se torna mais........

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