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Só as almas dos cemitérios privatizados podem assombrar Flávio Bolsonaro

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17.09.2026

Se o ministro Flávio Dino fizesse um misturado de ingredientes de ideias de Aristóteles, que ele tanto cita, de Platão, Sócrates, Confúcio, Nietzsche, Sartre e Neném Prancha, poderia bater bem e dizer o seguinte: não estão com nenhum deles, mas talvez com o filósofo Augusto Cury, as explicações para os dias que vivemos.

Eles até conseguem nos ajudar a entender por que Flávio Bolsonaro é o autor do prefácio de uma das edições de ‘A arte da guerra’, de Sun Tzu. Mas não explicam tudo, hoje não mais.

Há muito tempo citam Sun Tzu em qualquer situação, até quando falam de um jogo de tênis. Mas quem imaginaria que o filho ungido um dia iria apresentar, com soberba e sabedoria, os ensinamentos do general chinês. 

Se Dino descobrir, mais adiante, que Flávio Bolsonaro também prepara o prefácio para uma nova edição de ‘Ética a Nicômaco’, do seu preferido e tão citado Aristóteles, tratando das virtudes morais do fascismo, não haverá o que fazer.

Flávio pode estar escrevendo a apresentação de uma edição condensada de ‘O mito de Sísifo’, de Albert Camus, e o absurdo que a ambição iria expor é muito mais do que o absurdo que a obra tenta entender. Não há absurdo contido no mito de Sísifo que abarque o absurdo do que........

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