As corporações de mídia brincam de novo com o fogo do fascismo
É errática, por vocação, a caminhada das corporações de mídia até aqui, quando estamos a três semanas do primeiro turno em 4 de outubro. É confusa porque parte das organizações ainda aposta no imponderável da alternativa da terceira via ou em algum milagre que possa livrá-los de Lula e de Flávio Bolsonaro.
Mas como será a postura das corporações no segundo turno, considerando-se os muitos fatores envolvidos, entre os quais a submissão crônica a algumas das principais pautas da extrema direita, disfarçadas como bandeiras liberais?
O jornalismo, que às vezes escapa do controle dos que tentam mantê-lo sob um comando quase absoluto, como aconteceu na ditadura, andará com as próprias pernas? O jornalismo raiz será mais forte do que o colaboracionismo e a covardia de patrões cada vez menos jornalistas?
Os menos pessimistas podem acreditar que sim. As corporações já não estão conseguindo controlar a guerra pela busca de informações no que ainda resta de redações, não só pela primazia do furo do vazamento.
Não há chuchu na feira nem jornalismo sem competição. E agora os........
