A ruptura de Lula com o STF agrava as condições da luta política
O fascismo e a mídia neoliberal conseguiram colocar uma cunha entre a maioria garantista do Supremo Tribunal Federal e Lula. Para isso tiveram a colaboração ativa do presidente e de seu entorno no Planalto. É o que ficou ainda mais evidente nos alinhamentos que emergiram da rejeição a Jorge Messias.
Não é nada banal a fissura nessa aliança fundamental que serviu de eixo condutor e organizador dessa conjuntura de combate ao golpismo desde quando o presidente Lula ainda estava na cadeia em Curitiba.
Separar a cabeça democrática do Judiciário de sua colaboração tão produtiva com Lula, e para Lula, materializa o mundo do sonho dos fascistas e da direita. Não à toa, o cisma tem sido efusivamente celebrado na mídia neoliberal, que não consegue conter seu gozo.
Sobre o episódio há alguns aprendizados a colher. Não se abandonam aliados em momentos de dificuldades. Isso não tem nada a ver com eleição e transcende conjunturas. É questão de princípio.
A opção pode ser calar-se, mas jamais agravar de público a situação já difícil em que seu aliado tácito, Alexandre de Morees, se encontra. Pior ainda do que lavar as mãos é expô-lo ainda mais, dar razão aos inimigos mal-intencionados.
Agora o leite está derramado com consequências ruins, decorrentes de ações defensivas e........
